sexta-feira, 11 de abril de 2014

Poças rasas

... “ .... é tempo de forçar e de esforçar-se para cumprir uma missão dada não a muitos pois nem todos agüentariam o árduo trabalho de enxergar o profundo das coisas rasas que a visão nos oferece como o bastante, mas que não sacia ....
                                                           (...)                                 
 O minimalismo das oportunidades e a insuficiência das ferramentas para que se construa a grande obra começada desde os tempos antigos mas ainda inacabada, talvez por preguiça, ignorância ou displicência.

Ahhh quem me dera!
Quem me dera ser como todos esses

Faria eu mergulhos fundos em poças rasas e não agüentaria a pressão da profundidade por muitos não atingida.
Mas o meu eu que é o meu neutro, minha divisão daquilo que se enxerga e se sente cismou de conhecer o neutro das coisas indivisíveis e intocáveis.

Como perfuradores em busca de petróleo, as vezes se acha, as vezes não

Só sei que sou aquilo que se é pois sendo o que se é tenho a plena consciência  de não me refugiar naquilo que não existe para abafar a frustração do estar forçando.

Ahhh se todos enxergassem o que eu enxergo.
Não me sentiria sozinho
Olharíamos para o neutro daquilo que existe e manipularíamos com maestria o insondável.
Acenderíamos uma luz no meio de todo esse breu

Olharíamos o novo tempo que se esforça mas é impedido pela inoperância cerebral e alienação da massa que ignora o neutro como se o ser não fosse aquilo que se é pois não se enxerga com clareza

Onde iremos parar então?
Não sabemos, nem você nem eu


Meu Deus! “ . ........ 


(Silvio Menezes)